Você com certeza conhece alguém que mora de aluguel ou é proprietário de um imóvel que está disponível para alugar. Esse é um dos investimentos mais tradicionais entre os brasileiros, mas não é a única forma de multiplicar o seu patrimônio investindo em imóveis. Os Fundos Imobiliários (FIIs) são uma forma menos burocrática e mais acessível de entrar nesse mercado.
Nesse texto, você vai entender o que são FIIs e quais são as vantagens e riscos de investir nesse tipo de fundo.
Por Me Poupe!
- O que são os Fundos Imobiliários (FIIs)?
- Tipos de FIIs
- Fundos de tijolo
- Fundos de papel
- Fundos de Fundos (FOFs)
- Quais são os riscos de investir em Fundos Imobiliários (FIIs)?
- Risco de mercado
- Risco de liquidez
- Risco físico dos imóveis
- Risco de vacância
- Risco de inadimplência
- Quais são as vantagens de investir em Fundos Imobiliários?
- Baixo investimento inicial
- Menos burocracia
- Carteira diversificada
- Como investir em Fundos Imobiliários?
- Participe da SUPERAULA para começar na Bolsa de Valores do jeito certo
O que são os Fundos Imobiliários (FIIs)?
Vamos imaginar que nós reunimos uma galera que compartilha um mesmo objetivo (investir em imóveis) pra tomar um cafezinho. Cada um deles vai contribuir um pouquinho para que, no final, todo mundo ali seja proprietário de um imóvel só, que será comprado com os dinheiros do grupo todo.
A lógica é mais ou menos essa. Um FII é um grupo de pessoas interessadas em ativos imobiliários que compra, através da Bolsa de Valores, uma ou mais cotas do fundo para ganhar rendimentos com a valorização desses ativos ou com a distribuição de rendimentos realizada pelo administrador do FII.
O dinheiro de todo mundo que investiu nesse fundo vai ser administrado por um gestor, que é responsável por encontrar e realizar os investimentos mais interessantes e que irão garantir uma boa rentabilidade pra essa galera toda. Ele pode, por exemplo, construir imóveis ou comprar títulos de dívida do setor imobiliário com esses recursos.
Os rendimentos gerados são distribuídos periodicamente aos cotistas na forma de dividendos, que podem ser pagos mensalmente ou a cada semestre. Isso significa que se o seu FII investiu em um novo shopping center, por exemplo, parte dos lucros desse empreendimento será distribuída para você e para os outros cotistas.
Tipos de FIIs
Agora que você já entendeu o que são os Fundos Imobiliários (FIIs), vamos conhecer os três principais tipos de fundos:
Fundos de tijolo
Como o nome dá a entender, são focados em empreendimentos físicos. Aqui, o gestor pode adquirir, construir ou alugar imóveis comerciais, como:
- Agências bancárias;
- Galpões e armazéns;
- Hospitais;
- Faculdades;
- Shoppings.
O gestor desse fundo vai buscar pessoas ou empresas interessadas nesse imóveis e, em troca, o FII recebe uma renda mensal de aluguel que será distribuída aos cotistas.
Fundos de papel
Aqui a dinâmica muda um pouco. Em vez de investir em uma construção, um FII de papel vai focar em títulos financeiros vinculados ao setor imobiliário, como CRIs, LCIs, cotas de outros FIIs, entre outros. O lucro, como você pode imaginar, vem dos juros pagos pelos devedores em cada um desses títulos, somados aos dividendos.
Fundos de Fundos (FOFs)
Sim, é isso mesmo, os FOFs são fundos que investem em cotas de outros FIIs, sejam eles de papel, tijolo ou… outros FOFs. É quase um multiverso dos fundos. Eles são os mais diversificados de todos, já que você tem acesso a vários FIIs diferentes com um só investimento.

Quais são os riscos de investir em Fundos Imobiliários (FIIs)?
Assim como outros tipos de investimentos, os FIIs também estão sujeitos a riscos e podem não ser ideais para todos os perfis de investidor. Conheça alguns deles abaixo:
Risco de mercado
Assim como outros ativos negociados na Bolsa, os FIIs estão sujeitos ao risco de desvalorização do mercado. Fatores como mudanças na demanda por imóveis, variações na taxa de juros e o cenário geral da economia podem desaquecer o setor imobiliário e derrubar a rentabilidade dos seus fundos.
Risco de liquidez
A liquidez é a facilidade de vender os ativos caso você não queira seguir com esse investimento. Não é tão simples assim entrar e sair de um fundo, já que a quantidade de participantes nesse mercado ainda é pequena comparado ao mercado de ações, por exemplo.
Risco físico dos imóveis
Esse aqui é simples de entender. Quando você investe em Fundos de Tijolo, está sujeito aos riscos de depredação dos imóveis, que podem sofrer com incêndios, enchentes, desabamentos, entre outros. Tudo isso pode desvalorizar os seus ativos e te fazer perder dinheiro.
Risco de vacância
No caso de fundos imobiliários que geram renda a partir de aluguéis, pode acontecer de o imóvel ficar desocupado por um tempo e enfrentar dificuldade para encontrar um novo locatário. Nesse cenário, os imóveis deixam de gerar renda para o fundo.
Risco de inadimplência
No mesmo sentido, pode acontecer de o locatário não honrar seus compromissos com os aluguéis. E o risco aumenta no caso de escolas, faculdades e hospitais, uma vez que será muito mais difícil despejá-los devido à sua função social.
Quais são as vantagens de investir em Fundos Imobiliários?
Agora que você já conhece os riscos, é hora de falar de coisa boa. Essas são as principais vantagens de investir em FIIs:
Baixo investimento inicial
Se você tentou comprar um imóvel recentemente, sabe que essa brincadeira não sai nada barato. As cotas do FIIs são uma alternativa mais acessível para quem tem interesse no setor imobiliário.
Menos burocracia
É possível investir em FIIs direto da sua corretora, sem passar por todo o processo de escolha e avaliação de um imóvel. Além disso, caso você decida vender os ativos, também conseguirá liquidá-los com mais rapidez.
Carteira diversificada
A diversificação é a chave para diluir o risco geral do seu portfólio de investimentos. Ao investir em diferentes tipos de imóveis, você garante uma rentabilidade melhor com menos chances de perder grana.
Como investir em Fundos Imobiliários?
Se você chegou até aqui e se interessou por esse tipo de investimento, o primeiro passo é ter uma conta ativa em uma corretora de valores. E se você ainda não tem uma corretora para chamar de sua, acesse esse texto aqui para aprender a escolher.
Com a conta aberta, decida qual será o aporte mensal que você vai destinar a esse investimento e transfira os recursos para lá. Estude bem cada um dos fundos e analise o histórico de rentabilidade antes de escolher um para investir.
Só não vale esquecer o fundo depois de comprar, ok? Sempre monitore o desempenho e os rendimentos dos seus investimentos, verificando a taxa de ocupação dos imóveis e outros indicadores relevantes.
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