A cada 45 dias, o Copom realiza uma reunião muito importante para a revisão e reajuste da Taxa Selic. 

E, Me Poupeira! e Me Poupeiro!, como estar por dentro disso é essencial para seus investimentos, criamos este boletim, pra facilitar a sua vida! Então, sugerimos que você aproveite para favoritar este link pra consultar sempre que precisar – todas as atualizações estarão aqui. 

AH-QUE-FESTA-DA-INFORMAÇÃO

Por Me Poupe!

08 de dezembro de 2021

Aconteceu o que já esperávamos: a taxa básica de juros – Selic – foi reajustada em 1,5 pontos percentuais e fechará o ano de 2021 em 9,25%.

Essa alta já havia sido contratada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) como mais uma tentativa de conter a inflação que, de acordo com o próprio presidente, Roberto Campos Neto, se mostra mais duradoura e persistente do que o esperado.

E como a informação aqui vem completa, separamos dois destaques pra você ficar de olho com esse novo aumento:

Retração do PIB

Me Poupeira! e Me Poupeiro!, existe um índice muito conhecido, que funciona como uma espécie de termômetro da economia e que aponta se o país vive um momento de crescimento ou retração: o PIB (Produto Interno Bruto).

Se você acompanha o Boletim Focus com o Prof. Mira, já deve estar sabendo que, infelizmente, já faz algumas semanas que as expectativas de fechamento do PIB em 2021 e 2022 vem caindo de forma impactante e nessa semana vimos o índice cogitado para fechar o ano de 2022 em 0,51%.

O que esse cenário indica é a possibilidade de uma forte recessão no próximo ano que, se for concretizada, poderá mudar o que se espera para a Selic em 2022.

Explicamos: com a inflação tão persistente, o mercado espera que a Selic continue a aumentar, além dos 9,25% que foram divulgados hoje. Porém, quando um país entra em recessão, uma das medidas adotadas para impulsionar o crescimento é justamente a redução dos juros básicos. Isso, por ora, nos deixa em dúvida quanto ao destino da Selic em 2022, vale acompanhar 😉

Mudanças na Poupança

Antes mesmo de começarmos a explicar sobre as mudanças, saiba que a equipe todinha está aqui, na frente desse teclado, quase gritando: ISSO NÃO É NENHUM TIPO DE RECOMENDAÇÃO! A poupança NÃO É E NEM SERÁ uma boa opção de investimento, tá? 

Agora, vamos à informação! Com a atualização da Selic hoje, a poupança foi impactada. Isso tudo porque existe um tipo de regrinha que determina que os ganhos da caderneta sejam atrelados à Selic e que, a depender do valor da taxa, mudam o cenário desses rendimentos.

Quando a Selic está taxada abaixo de 8,5%, a poupança tem como rendimento 70% do valor da Selic. Ou seja, como a Selic estava em 7,75% ao ano, a poupança estava rendendo 5,42% ao ano.

O que muda é que, com a Selic acima do patamar de 8,5%, a poupança passa a ter seus ganhos calculados com o chamado “rendimento da ‘poupança velha’”. Essa regrinha fixa o rendimento da poupança em 6,17% ao ano, independente dos aumentos que a Selic possa vir a ter.

E PRESTENÇÃO, porque vamos reforçar algo muito importante: por mais que isso pareça bom, não é (foge Bino, é uma cilada!). Existem vários tipos de investimentos seguros, que garantirão que você tenha rendimentos mais significativos, com liquidez diária e que podem ganhar da inflação, ok?


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27 de outubro de 2021

Na reunião de hoje, o Copom reajustou a taxa Selic para 7,75% – um aumento significativo de 1,5%.

Esse reajuste vem de encontro com a série de tentativas que o Banco Central tem feito ao longo de 2021 para conter a inflação, que está muito persistente. Ainda esta semana o IBGE divulgou dados apontando a aceleração de alta do IPCA para 1,20% em outubro, um valor muito acima do esperado. Além disso, o mercado já prevê o fechamento do IPCA em 2021 em 8,96% (de acordo com o Boletim Focus de 25/10). 

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22 de setembro de 2021

Na reunião de hoje, a Selic foi reajustada e passa pela quinta alta consecutiva da taxa, que subiu 1 ponto percentual.

Na tarde desta quarta (22), o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central se reuniu para definir os novos rumos da economia brasileira. A taxa básica de juros – SELIC – sofreu um aumento de 1 ponto percentual, passando de 5,25% para 6,25% ao ano.

Com a escalada da inflação, essa é a quinta vez que a SELIC cresce em 2021, sendo que no início do ano ela esteve em seu patamar mais baixo da história (apenas 2% ao ano). O novo percentual fica vigente por pelo menos 34 dias, quando os diretores do BC voltam a se encontrar, em 26 e 27 de outubro, para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

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