Houve um tempo em que o gerente do meu banco me ligava pra oferecer um Fundo DI, segundo ele, uma das 7 maravilhas do mundo bancário. Hoje, depois de tantos minutos perdidos tentando me convencer da super oportunidade (SQN), ele desistiu.
A culpa não é do gerente, nem do FUNDO. A culpa é do tipo de oferta, das taxas cobradas, da estratégia do fundo e é por isso que eu quero que você leia atentamente este post até o final.
Atenção!
Não adianta só passar os olhos, é pra ler mesmo. Ou tá achando que a sua conta vai engordar por OSMOSE? (Se faltou na aula de Osmose da escola, veja aqui o significado e volte depois).
FUNDOS DE INVESTIMENTO, SERGINHO MALANDRO E A PORTA DOS DESESPERADOS.
(Parece louco, mas faz sentido)
Por Nathalia Arcuri
Os fundos de investimentos geralmente são o primeiro passo na vida de quem quer ter ganhos superiores à poupança mas não sabe muito bem como fazer isso. Como todos os bancos oferecem (e te ligam pra oferecer) essa é a porta de entrada pra muitos investidores. Te garanto que não é uma porta ruim, mas é preciso saber pra onde essa porta leva.
Lembra da porta dos desesperados do Serginho Malandro? Pois é. Nos fundos de investimentos você tem a possibilidade de saber exatamente o que existe atrás da porta e acredite: Você não vai querer encontrar um monstro desse tipo…

“Mas Nathalia, como eu sei o que está atras da porta? Socorro”
Antes de te contar esse segredo eu quero que você entenda muito bem quem é o monstro/prêmio dessa história, ou melhor, os Fundos de Investimentos.
O QUE É FUNDO DE INVESTIMENTO?
Gente adorei a comparação com a porta dos desesperados, mas vamos combinar que seu pai pode estar lendo isso e não entendendo lhufas, então vou usar uma comparação universal.
Basicamente, Fundos de Investimentos são como Condomínios, cujos condôminos “racham” os custos para usufruir de sua infraestrutura.
Nesse condomínio (fundo de investimento) cada pessoa é dona de uma cota que tem um determinado valor, assim como os apartamentos.
Vantagens: Num fundo é possível diversificar os investimentos e aplicar em conjunto. É como se você tivesse sauna, quadra, piscina e várias opções de entretenimento dentro do condomínio, mas não está sozinho lá no prédio.
Além disso, assim como nos condomínios, existe a figura de um “síndico”, que nos fundos é o administrador. É ele quem vai tomar as decisões, avaliar o que deve ser reformado, quais serão as novas aquisições, etc.
E claro, tem a questão do risco. Você vai encontrar condomínios com pouca infraestrutura em áreas residenciais super seguras, mas também vai encontrar condomínios cheios de lazer e oportunidades em áreas onde possivelmente outras pessoas não caminhariam à noite. A escolha de cada tipo de Fundo depende do seu apetite ao risco e dos seus objetivos com este investimento.
INFORMAÇÃO IMPORTANTE: Fundos têm taxa de administração (assim como os condomínios cobram o condomínio) que variam geralmente de 0,5 a 2%.
INFORMAÇÃO IMPORTANTE 2: Os gestores de fundos podem ganhar um bônus caso alcancem rentabilidades superiores ao benchmark estabelecido (exemplo: Se a proposta do fundo é conseguir equiparar a rentabilidade à Taxa Selic, uma porcentagem do que superar esse índice pode ser cobrada pelo administrador) . Essa informação estará disponível no contrato do fundo também conhecido como LÂMINA.
E QUAL EU ESCOLHO? SOCORRO!
Calma… Vai dar tudo certo!
Veja quais são os Principais Tipos de Fundos de Investimentos e saiba qual deles é o melhor PRA VOCÊ:
FUNDOS REFERENCIADOS (Fundo DI está entre eles) – Mais famosos de todos, praticamente uma celebridade, muitas vezes canastrona.Características: Voltando à comparação com os condomínios: os moradores compram apartamentos em um prédio tradicional, seguro, porém, sem muitas novidades ou atrativos interessantes.
Os fundos Referenciados tem 80% de seus investimentos alocados em títulos do Tesouro ou renda fixa privada e por isso são considerados de baixo risco. A meta desse tipo de fundo é ter a rentabilidade sempre próxima a um indice referencial, como o CDI no caso dos Fundos DI.
FUNDOS DE CURTO PRAZO: É como se você pudesse morar no condomínio por no máximo 365 dias.Características: Ideal pra quem precisa de aplicações com rentabilidade acima da poupança para objetivos de curto prazo. (até 365 dias)
Os fundo de curto prazo costumam ter a maior parte dos investimentos alocados em renda fixa de baixo risco, como CDBs e títulos públicos.
FUNDOS DE RENDA FIXA: É como se fosse o bairro predileto da galera.Característica: Ideal pra quem não quer ter o trabalho de investir em renda fixa por conta própria.
Investem pelo menos 80% dos ativos do “condomínio” em renda fixa pré ou pós fixada e como não seguem necessariamente nenhum referencial podem se arriscar um pouco mais na compra e venda antecipada de títulos.
“Tá, e dai?”
E daí que quando você vende ou compra títulos públicos (O famoso Tesouro Direto – saiba mais aqui) na hora certa, pode conseguir excelentes rentabilidades. MAS ISSO É COISA PRA QUEM MANJA MUITO! Por isso o síndico do condomínio tem que ser bom.
FUNDOS MULTIMERCADO: São parecidos com os condomínio do tipo clube. Você compra um apartamento e leva um monte de serviços no pacote.Características: Ideal pra quem quer sentir o gostinho da bolsa de valores mas não quer abrir mão de uma certa segurança da renda fixa.
Os fundos multimercado mesclam ações de empresas, renda fixa, cambio e derivativos. É preciso analisar muito bem o desempenho do gestor (você encontra essa informação na lamina do fundo) antes de embarcar nesse tipo de fundo. O “Mix” de alternativas, se bem administrado, pode fazer deste condomínio um lindo e próspero local pra viver. Caso o desempenho não seja lá essas coisas, você vai querer se mudar e nunca mais pisar nas redondezas.
FUNDOS DE AÇÕES: É aquele apartamento em um bairro distante que você acredita que vai valorizar muito nos próximos anos. Se der certo, você pode ganhar muito dinheiro. Se der errado, já era.Características: Ideal pra quem tem nervos de aço e tem uma estratégia completa de investimentos. (Já tem aplicações em renda fixa, em outros fundos, conhece relativamente o mercado e quer diversificar no risco).
Investe a maior parte dos ativos dos “condôminos” em ações, cujos valores são extremamente instáveis. Por conta do risco, as ações podem fazer seu dinheiro se multiplicar ou reduzir com o tempo.
Se você quer “treinar” seus conhecimentos recém adquiridos, vá em busca de fundos perfeitos! (Soou estranho isso, ou é impressão?).
Além dos bancos comuns, as corretoras de valores também oferecem Fundos pra todos os tipos de investidores com taxas e rentabilidades muitas vezes superiores àquelas oferecidas pelo seu gerente do banco.
Pra saber o que é uma corretora de valores, veja o vídeo que eu fiz para o Canal e se inscreve lá pra receber os vídeos novos toda semana de graça!
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Nathalia Arcuri – Me Poupe

Sou a Nathalia Arcuri, poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação.
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