Mira em Foco: o resumo do Boletim Focus do Professor Mira

02 de agosto | 2021

Toda segunda-feira, às 13h30, o professor Mira, nosso especialista em renda variável, faz uma live no Instagram dele pra falar sobre o Boletim Focus e as expectativas do mercado na semana. E as mepoupeiras e mepoupeiros que não conseguirem assitir agora podem  ver o resumão aqui no site Me Poupe! 

Afinal, se tem uma coisa que é OBRIGATÓRIA pra quem quer se dar melhor com o próprio dinheiro, é ficar de olho nas notícias e nos últimos acontecimentos da economia. 

E, pra facilitar a sua vida, vai ser sempre EXATAMENTE nesta página que você vai encontrar a atualização da semana. Então, pode salvar o link no seu navegador e voltar toda segunda-feira!

Agora, vou passar o teclado pro Mira. Ah, que festa da informação quentinha!

 

02 de agosto de 2021

O Boletim Focus desta semana mostra que a inflação veio “pesada”, se consolidando como o dado que mais descolou das expectativas anteriores. O mercado acredita que o IPCA, que é a inflação oficial, chegará ao final deste ano em 6,79%; na semana passada essa previsão foi de 6,56%, e há um mês, 6%. Ou seja, o mercado vinha um pouco mais otimista e agora está olhando de maneira mais realista, pois o IPCA acumulado está, atualmente, em mais de 8%. Pro final de 2022, a expectativa do IPCA apresentou pequena alteração, de 3,80% pra 3,81%.

Pra ficar de olho

Segundo informou o presidente da República para apoiadores, a onda de frio intenso dos últimos dias e as geadas comprometendo plantações poderão pressionar os agricultores, levando ao aumento dos preços dos alimentos e à alta da inflação, além da crise hídrica que tem gerado aumentos na conta de luz.

PIB e dólar

O PIB traz uma previsão de 5,30% no crescimento da economia no final deste ano de 2021; no mês passado a expectativa era de 5,29%. Em 2022, o PIB cresce 2,10%; e em 2023 e 2024, 2,50%. A previsão do dólar subiu de R$ 5,09 pra R$ 5,10 no final de 2021; há um mês o mercado acreditava que o dólar chegaria ao final de 2021 a R$ 5,04. Não é uma mudança significativa. Em 2022, a previsão é o dólar chegar a R$ 5,20; e a R$ 5,00 pro final de 2023 e 2024. Mas com as Eleições Presidenciais do ano que vem, tudo pode mudar.

Taxa Selic e investimentos

A taxa Selic mantém a previsão de 7% para terminar o ano. A reunião do Copom, que começa amanhã e vai até quarta-feira, deve jogar a taxa de juros para 5,25%. Atualmente a Selic está em 4,25%. No ano que vem, o mercado acredita que ficará nos 7%, e só deverá reduzir no final de 2023 e 2024. O grande indicativo, com a reunião dessa semana, é o aumento da Selic pra segurar a inflação. A maioria do mercado acredita nesse acréscimo de um ponto. Entre os investimentos que devem se valorizar com a alta da Selic, em renda fixa, estão todos os investimentos pós-fixados.

 

26 de julho de 2021

O Boletim Focus desta segunda-feira trouxe algumas alterações relevantes, começando pela inflação: existe uma expectativa de alta do IPCA, terminando o ano de 2021 em 6,56% (na semana passada, a previsão era de 6,31%; e há um mês, 5,97%). O que isso quer dizer? Que a inflação tem se mostrado cada vez mais resiliente e difícil de ser superada, pois o Boletim Focus vem mostrando, semana a semana, aumentos expressivos e consecutivos do IPCA.

O PIB também veio com uma pequena elevação: na semana passada, o mercado acreditava que o PIB chegaria ao fim do ano em 5,27%, e esta semana a previsão está em 5,29%. Isso é positivo e interessante, pois é o crescimento da economia.

Com relação ao câmbio, o mercado acredita que o câmbio (o dólar) chegará ao final desse ano a R$ 5,09

Taxa Selic

A principal mudança foi a taxa Selic, pois como a inflação está se mostrando difícil de ser combatida, o mercado está esperando uma Selic, que é a nossa taxa básica de juros, em 7% no final desse ano. Na semana passada era 6,75%; há um mês era 6,5%. É interessante a gente olhar que para o final de 2022, se mantém em 7%. Ou seja, o mercado acredita que esse ano vale jogar a Selic lá para cima para segurar a inflação, e a previsão é manter a Selic com esse mesmo percentual para o final do ano que vem (7%). No final de 2023 e no final de 2024, a Selic volta para 6,5%. Esse movimento é para que haja um forte impacto, um choque de realidade, para que a inflação caia.

Previsão para os próximos anos

Por isso que, para 2022, a expectativa para o IPCA é de 3,80%; para 2023, 3,25%; e para 2024, 3%. Acredita-se que a inflação vai cair e a Selic vai subir, para provocar essa queda na inflação. O dólar, no final do ano que vem, deve permanecer em R$ 5,20; em 2023 e 2024, a expectativa do mercado será o dólar a R$ 5,00. Esse aumento da Selic deve provocar mais entrada de capital estrangeiro e isso também ajuda a controlar o dólar, além da redução da inflação que também ajuda a controlar o dólar.

 

19 de julho de 2021

Na mediana prevista pelo Boletim Focus desta semana, o IPCA, que é o índice oficial que mede a inflação, deve terminar o ano em 6,31%, o que é menos que os mais de 8% que temos hoje. No entanto, há um mês, o mercado previu que esse índice estaria em 5,9%. A inflação se mostra cada vez mais resistente, difícil de ser combatida, e deve terminar o ano não tão baixa quanto a gente esperava. Porém, para os próximos anos, as previsões para o IPCA seguem mais ou menos nos mesmos patamares há mais de um mês: 3,75% para o final de 2022; 3,25% no final de 2023; e 3,06% para o final de 2024

O PIB veio 5,27%, na semana passada estava na previsão de 5,26%. Como é a expectativa do crescimento da economia do Brasil? Quanto maior o PIB, melhor. Esse valor é um pouco acima do que a gente tinha há um mês, que era uma previsão de 5% de crescimento da economia. Isso já ajuda a recuperar o tombo que tivemos no ano passado, com a pandemia do coronavírus. 

Já o dólar, continua a R$ 5,05, como estava há uma semana, e um pouco abaixo dos R$ 5,10 que a gente tinha há um mês. Para os próximos anos, o dólar a R$ 5,20 em 2022; e R$ 5,00 em 2023 e 2024. Ou seja, o dólar deve ficar entre R$ 5,05/ R$ 5,10/ R$ 5,20 no final do ano que vem. Hoje o dólar passou de R$ 5,20, por conta da aversão global ao risco motivado pela nova variante do coronavírus. Vale lembrar que quando o dólar cai, bem perto de R$ 5,00, a gente tem oportunidade de comprar títulos dolarizados.

Taxa Selic mais forte

A taxa Selic, que é a nossa taxa básica de juros, veio com a expectativa para o final do ano em 6,75%; há um mês a expectativa era 6,50% e vinha nesse patamar, mas nesse último mês o mercado acredita que precisaremos de uma Selic maior e mais forte, por causa da inflação que está lá em cima (IPCA). O mercado acredita que o Copom deverá apertar um pouco mais do que imaginava antes. Para o final de 2022, a expectativa do mercado é 7%; 2023, 6,5%; e 2024, 6,5% na taxa Selic.

Isso significa que, para quem tem investimentos em renda fixa, pagando muito, a 100% do CDI e ainda paga imposto de renda, está perdendo para a inflação. Trata-se ainda de um cenário ruim para renda fixa, hoje, porque a inflação está muito alta. Para os próximos anos, a expectativa é que isso se inverta um pouco, com menor inflação e uma taxa de juros mais altas.

 

12 de julho de 2021

O Boletim Focus desta semana traz mudanças em alguns indicadores econômicos, como por exemplo a expectativa de inflação, que na semana passada era de 6,07% para o final desse ano e agora já mudou para 6,11%. Isso mostra que a inflação vem aumentando, semana a semana, e tem-se uma expectativa dela maior. Porém, vale lembrar que ela vai terminar menor do que está agora, pois o acumulado dela (dos últimos 12 meses) está em 8,35%. Então, esse é um valor ainda abaixo do que a gente tem atualmente e a ideia é que a inflação diminua nos próximos meses. Pro ano de 2022, a expectativa da inflação caiu de 3,77% para 3,75%; para 2023, está 3,35%; e para 2024, o mercado coloca a inflação em 3,16% (era 3,25%).

Em relação ao PIB, houve um crescimento na expectativa da evolução da economia brasileira. Era de 5,18% o crescimento da economia na semana passada, e a expectativa agora é de 5,26%. Para 2022, permanece em 2,10%; 2023 e 2024, vai a 2,5%.

E o dólar, hein?

O dólar, na semana passada a expectativa era de 5,04 no final do ano, e agora o dólar deve terminar o ano em 5,05. Então, ele não deve oscilar muito e a expectativa do mercado é que ele caia até o fim do ano. Para o final de 2022, a expectativa do mercado para o dólar é de 5,22; 2023 e 2024, ambos a 5,00.

Com relação à taxa Selic, houve mudança: o mercado subiu a expectativa para o final do ano de 5,5% para 5,63%. Para 2022, na semana passada, o mercado previu uma elevação de 6,5% para 6,75%; e essa semana, novamente, o mercado projeta uma elevação na Selic, acreditando que ela chegará ao final de 2022 em 7%. Para 2023, ela volta para 6,5%; e para 2024, também: 6,5%.

A explicação possível para isso é que provavelmente o governo não esteja muito preocupado com o controle da inflação, deixando ela correr um pouco mais (vide elevação da bandeira tarifária) e deixar a população pagar um pouco dessa conta. Quando aumentam os preços, o governo arrecada mais imposto. Essa turbinada nas contas públicas rendeu, só nesse ano, 40 bilhões a mais, por conta da inflação. É de interesse do governo que a inflação ajude a equilibrar as contas, sobretudo porque não há um cenário de superinflação no país. É interessante entender isso: a inflação é ruim pra gente, mas não é tão ruim para os governos.

 

05 de julho de 2021

O Boletim Focus desta semana trouxe expectativas um pouco diferentes do que o mercado já esperava. Entre os indicadores da economia que eu destaco hoje está o IPCA, que é o índice oficial de inflação do Brasil. Na semana passada tinha a expectativa de que terminasse o ano em 5,97% e agora a previsão é de que termine em 6,07%, uma variação pouco significativa.

Alta da energia elétrica 

O que isso mostra, Mira? Que o mercado já havia colocado em suas expectativas as questões da crise hídrica e estava precificando toda a alta da energia elétrica, com o aumento de bandeira tarifária anunciado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na semana passada. Como sabemos, esse aumento está relacionado ao uso das termelétricas, principalmente porque os reservatórios estão muito baixos e a produção hidroelétrica não vai suprir as nossas necessidades. O uso das termelétricas vai impactar no preço da energia, que, por sua vez, impactará diretamente na inflação! A energia elétrica está presente na cadeia de todos os produtos e afeta a inflação de maneira geral.

Houve aumento no PIB, que é o crescimento do país, que estava em 5,05% e agora a expectativa é que suba 5,18% esse ano. Foi o indicador que mais aumentou; um valor bem interessante. Depois do PIB, identificamos que houve uma queda na expectativa do dólar, e isso é importante

Dólar

Há algumas semanas, a expectativa era de 1 dólar = R$ 5,10; um mês atrás era 1 dólar = R$ 5,30; e hoje a expectativa caiu para 1 dólar = R$ 5,04. Isso indica que o mercado acredita que no final do ano, o dólar estará na faixa de R$ 5,00. O dólar já caiu bastante, não dá pra acreditar que ele vai cair muito mais, principalmente por causa dos riscos políticos que sempre rondam a nossa economia. Se ficar esperando o melhor momento de compra de dólar ou de investimento diretamente no exterior, vale pensar que o melhor momento vai ser sempre agora.

O mercado projeta, no boletim de hoje, a Selic para o final de 2022 em 6,75%, apertando um pouco mais. Mas em 2023, reduziria para 6,50%, e em 2024 também: 6,50%. Eu acho bem possível acontecer, pois ano que vem é ano de eleições federais e a única certeza que a gente tem é que vai ter volatilidade

Projeções para 2022

Aproveitando a projeção pro ano que vem, a expectativa é de que a inflação caia de 3,78% a 3,77%; e o dólar se mantém em R$ 5,20 pro final do ano que vem. A expectativa do IGP-M estava em 19,12% e agora a expectativa é que termine o ano em 18,33%. Todo mundo que é impactado pelo IGP-M terá uma redução em seus retornos, principalmente no ano que vem, pois a expectativa pro final do ano de 2022 é de 4,55%.

 

28 de junho de 2021

Nesta semana, o mercado projetou o IPCA (que nada mais é do que a inflação) pro fim do ano pra 5,97%, o que é um pouco a mais do que a previsão anterior. No entanto, alguns economistas acreditam que isso pode não acontecer, porque hoje o IPCA está em 8% e não tem feito movimento de queda. E cair mais de dois pontos percentuais até o fim do ano é uma grande queda!

Por outro lado, o mercado também manteve a expectativa da Taxa Selic pro fim do ano em 6,5%. E mais: pode ter um novo aumento em julho, de 0,75%, e de um ponto percentual em agosto. Portanto, como hoje ela está em 4,25%, a expectativa é que, em agosto, chegue a 6% ao ano.

Por fim, esta semana também começa com uma projeção um pouco maior de aumento do PIB até o fim do ano. Na semana passada, era de 5%; nesta, teve um aumento de 0,05 ponto percentual. Apesar de pequena essa diferença, é um bom sinal! Afinal, se o PIB cresce, é sinal que a economia também está crescendo.

 

21 de junho de 2021

A aceleração da vacina em alguns estados do Brasil, além da possibilidade de prolongar o auxílio emergencial até o fim do ano, deixou o mercado de bom humor nessa segunda-feira. E, quando o mercado fica otimista, as projeções ficam melhores também (mas lembre-se, são projeções, e podem mudar a qualquer momento!).

Por causa disso, a expectativa de inflação pro fim do ano subiu pra 5,90, puxada pela expectativa de aumento do consumo. Então, depois de subir a Taxa Selic na semana passada pra 4,25% ao ano, o Copom também elevou a projeção: agora, é de que chegue a 6,5% no fim do ano. Neste post, você pode entender melhor o que esses aumentos de Taxa Selic significam pros seus investimentos, suas dívidas e pra economia do país! No entanto, pra 2022, a expectativa é de da inflação em 3,78.

Também melhorou a expectativa sobre o dólar. O mercado acredita que ele possa chegar a R$ 5,10 até o fim do ano, o que pode indicar um alívio na pressão que o real enfrenta por estar tão desvalorizado. Assim, também pode ser que a inflação diminua.

Projeções para 2022

E, pra fechar esse giro de expectativas do mercado, também se espera que o PIB aumente em 5% em 2022, o que é um belo número! Mas, vale lembrar, é uma recuperação da queda que teve por conta da crise. No contexto mundial, vários países já começaram um ciclo de recuperação econômica e isso puxa o nosso PIB – e a Bolsa – pra cima. Mas não existe milagre: o Brasil precisa fazer a lição de casa no combate à pandemia.

 

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