Mira em Foco: o resumo do Boletim Focus do Professor Mira

25 de outubro | 2021

Toda segunda-feira, às 13h30, o professor Mira, nosso especialista em renda variável, faz uma live no Instagram dele pra falar sobre o Boletim Focus e as expectativas do mercado na semana. E as mepoupeiras e mepoupeiros que não conseguirem assitir agora podem  ver o resumão aqui no site Me Poupe! 

Afinal, se tem uma coisa que é OBRIGATÓRIA pra quem quer se dar melhor com o próprio dinheiro, é ficar de olho nas notícias e nos últimos acontecimentos da economia. 

E, pra facilitar a sua vida, vai ser sempre EXATAMENTE nesta página que você vai encontrar a atualização da semana. Então, pode salvar o link no seu navegador e voltar toda segunda-feira!

Agora, vou passar o teclado pro Mira. Ah, que festa da informação quentinha!

 

25 de outubro de 2021

Hoje, no Boletim Focus, vimos a expectativa para Selic acima do que se apontou no relatório das últimas semanas. Dessa vez, o mercado prevê o fechamento de 2021 em 8,75% e 2022 em 9,5%.

Essa mudança na previsão da taxa é um reflexo dos acontecimentos conturbados da semana passada: Auxílio Brasil, Bolsa Caminhoneiro, exonerações no Tesouro e, principalmente, o furo no teto de gastos.

Com toda essa movimentação, o dólar sofreu impacto nas previsões e o Boletim corrigiu a expectativa de fechamento dos anos de 2021 e 2022 para R$5,45.

Ainda subindo…

O IPCA. Novamente a inflação aponta tendência de subida e, estima-se que até o final de 2021 ela chegue a 8,96% e encerre 2022 em 4,40%.

E mais uma vez descendo…

O PIB. Infelizmente a expectativa do PIB (o principal indicador para medir o crescimento econômico do país) caiu um pouco para esse ano, variando de 5,01% (como apontado na semana anterior) para 4,97%. A previsão também foi corrigida para o final de 2022, com uma queda um pouco maior, passando de 1,50% para 1,40%. 

E na análise de hoje, vamos abrir um espaço para falar sobre a Bolsa de Valores? 

A Bolsa não faz parte do Boletim Focus, mas vale destacar a subida de hoje que chegou à 2%. Por ser muito suscetível aos acontecimentos políticos e econômicos (assim como os indexadores avaliados no Boletim Focus), sofreu impacto e teve uma queda muito expressiva na semana passada, em função dos acontecimentos que citamos no começo da análise de hoje.

Aqui no site, falamos recentemente sobre como aproveitar as quedas da Bolsa de Valores para investir: você pode conferir aqui. E se quiser saber como investir em ações de forma especializada, aproveite para se inscrever no Minha Carteira Número 1!  
 



18 de outubro de 2021

No Boletim Focus de hoje destacamos o PIB, que apontou novamente queda nas expectativas do mercado. A previsão era de que o fechamento do PIB em 2022, seria de 1,63% e hoje o mercado aponta para uma expectativa de 1,50%. Essa queda simboliza a imprevisibilidade de melhora na economia brasileira neste e nos próximos anos. 

E a inflação?

Mais uma vez a projeção do IPCA aumentou. Há um mês esperava-se que o índice fechasse 2021 em 8,35% e hoje o relatório aponta a previsão de 8,69%. Para 2022, há um mês a previsão era de fechamento em 4,10% e hoje esse valor aumentou para 4,18%.

Quem ficou na mesma?

O dólar. A cotação se manteve na expectativa das últimas semanas, com a previsão de fechamento em R$5,25 tanto em 2021, quanto em 2022.

Também sem mudanças nas previsões, a expectativa para a Selic se manteve em 8,25% em 2021, 8,75% em 2022 e 6,50% em 2023 e 2024.

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11 de outubro de 2021

Novamente o Boletim Focus aponta um aumento do IPCA para o final de 2021 e 2022. A expectativa do mercado é que a inflação atinja este ano a marca de 8,59% e, em 2022, 4,17%. O que essas constantes altas indicam é que a inflação está muito resistente e difícil de ser combatida.

E com a dificuldade de combater a inflação somada à crise hídrica…

… O mercado não consegue prever se haverá ou não melhora na economia no ano de 2022, resultando também na queda da expectativa do PIB. Há um mês o relatório apontava que o ano de 2022 se encerraria com o PIB em 1,72% e hoje, espera-se o fechamento em 1,54%.

Também impactada pela inflação: a Selic…

Não houve mudanças na perspectiva para o fechamento da Selic em 2021, mantendo-se o índice de 8,25%. Porém, para o final de 2022 o mercado já aponta para uma tendência de subida, reajustando a expectativa, que há um mês estava em 8%, para 8,75%.

A leitura que podemos fazer disso é de que devemos ter uma alta contínua da Selic até dezembro e também ao longo do próximo ano, com a intenção de combater a inflação para, se houver sucesso, posteriormente reduzir a taxa.


E o dólar?

Hoje, cotado em torno de R$5,50, o dólar pode ser pressionado pela alta da Selic (que atrai mais investidores externos). Com base nisso, o relatório aponta para perspectiva de fechamento do ano com a moeda cotada em R$5,25.

20 de setembro de 2021

O Boletim Focus de 20/09 indica que o ritmo das últimas semanas permanece o mesmo: Selic e inflação pra cima e PIB para baixo.

Falando mais precisamente na inflação, o mercado aponta um aumento na expectativa para o fechamento do IPCA deste ano que, há um mês era de 7,11%, na semana passada chegou a 8% e no boletim de hoje atinge 8,35%.

Mas o que significa essa sequência de aumentos na previsão da inflação?
Resumidamente, eles indicam uma inflação cada vez mais difícil de ser combatida e já traz reflexos para 2022. A perspectiva é de que uma queda acentuada ocorra apenas em 2024, podendo levar o índice de volta a 3%.

De mãos dadas com a inflação, a Selic:

Como tem sido a tendência, a Selic também sofreu alteração de alta na expectativa. Pra essa semana, o ajuste na previsão foi de 0,25%, apontando para o fechamento de 2021 em 8,25%. Para os próximos anos não é diferente, enquanto antes se esperava 8% no encerramento de 2022, a estimativa passa a ser 8,5%, e, em 2023, agora se espera 6,75%. É importante destacar que nesta semana ocorrerá a reunião do Copom para reajuste da taxa, então, devemos ter o aumento de pelo menos 1% anunciado na quarta-feira.

E quanto maior a Selic, menor o estímulo ao crescimento da economia…
A previsão de fechamento do PIB para esse ano se mantém no esperado, em torno de 5%, porém, para o próximo ano nota-se uma queda. Até agosto, esperava-se que ao final de 2022 o PIB fecharia em 2%, mas no Boletim de hoje, a previsão mudou para 1,63%. Isso se dá por conta das diversas crises institucionais que o país vem sofrendo, além de outros fatores, como, por exemplo, a crise hídrica.

E o dólar?

O dólar continua com a expectativa de R$5,20 pro final de 2021 e, em 2022, espera-se que atinja R$5,23. Vale lembrar que, como já foi comentado aqui, a Selic mais elevada ajuda a segurar o aumento do dólar, já que torna atraentes as taxas para entrada de investidores estrangeiros no mercado brasileiro.


13 de setembro de 2021

Essa semana, podemos observar uma alta na expectativa da inflação e a perspectiva de que chegaríamos até o final de 2021 com o IPCA em 7,58%, agora dá lugar à nova previsão de 8%. Existem alguns motivos para essa alta e vale destacar o impacto do cenário político, que causa imprevisibilidade no mercado e afugenta investidores estrangeiros — o que, por sua vez, faz com que o dólar aumente.

Já que falamos no dólar, se até o mês passado era esperado fechar o ano com ele valendo R$5,10, nesse boletim observamos uma alta e a expectativa agora é de que cheguemos ao final do ano com o dólar valendo R$5,20.

Com relação ao PIB, a previsão de crescimento caiu para 5,04% e, se continuar nessa média, o crescimento deste ano deverá ser suficiente apenas pra cobrir a queda que tivemos no ano passado.

O IGPM segue uma tendência de queda e a expectativa é que ele termine 2021 próximo de 20%. O mercado também já aponta a previsão de 5% para o fechamento do ano de 2022.

Taxa Selic

Na próxima semana, nos dias 21 e 22, acontecerão as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) para definir a taxa Selic e já podemos esperar que esse índice suba pelo menos 1%, o que significa que a Selic pode atingir 6,25% e o CDI, 6,15%.

Também houve aumento na expectativa da Selic no final do ano de 2022 para 8% e a partir de 2023, o mercado enxerga que essa taxa deverá atingir 6,5%. Isso significaria que, de 2022 a 2023, se a previsão estiver correta, a Selic poderia retornar a patamares menores, com a economia mais fortalecida e inflação mais próxima à meta (aliás, a expectativa do mercado para o IPCA em 2023 já prevê o índice oscilando entre 3,25% e 3,5%). Será que podemos esperar por essa melhora na economia? Acompanhe os próximos boletins para se informar.


30 de agosto de 2021

O Boletim Focus dessa semana traz uma alta na expectativa da inflação, de 7,27% o IPCA pro final desse ano (há um mês a previsão foi de 6,79%).

Isso já era esperado e é possível que essa expectativa ainda traga números maiores daqui até o fim de 2021, pois o IPCA-15 que já foi divulgado, serve de uma prévia da inflação no próximo período (agosto). O IPCA-15 revelou um aumento do índice (principalmente nos setores de transportes – puxado pela alta da gasolina – e de energia elétrica – acentuada pela crise hídrica.

O que preocupa o mercado é a inflação pro final de 2022, que está prevista pra 3,95%, pois a meta da inflação do ano que vem é 3,5%, percentual abaixo do que o Boletim Focus já prevê pro IPCA no final de 2022.

A taxa Selic está dentro de todas as expectativas divulgadas na semana passada: terminando 2021 em 7,5%, e final de 2022, também em 7,5%. Quando o Copom eleva a Selic, leva uns nove meses pra ver o efeito nos preços e reduzir a inflação. Então, se a inflação segue subindo, provavelmente o Copom continuará fazendo outros ajustes na Selic.

O crescimento da economia foi reduzido, com a expectativa de 5,22% (na semana passada a previsão do PIB pro final de 2021 era de 5,27% e, há um mês, foi de 5,30%). Esse crescimento baixo refere-se mais à uma recuperação do que a um crescimento da economia.

O dólar deve chegar ao fim do ano valendo R$ 5,15, valor acima dos R$ 5,10 previstos na semana passada; muito provavelmente devido à crise política e institucional, que acaba pressionando o lado fiscal e afugentando o investidor estrangeiro do Brasil. Sem dinheiro do mercado internacional no país, o real se desvaloriza e o dólar se valoriza.

 

23 de agosto de 2021

A maior diferença registrada no Boletim Focus desta segunda-feira foi no IPCA (inflação oficial), cuja expectativa é chegar ao fim desse ano em 7,11% (na semana passada, a previsão foi de 7,05%; e há um mês foi de 6,56%), ou seja, cada vez mais a previsão de queda sobe e vai se aproximando do valor atual, que é de 8,99%.

Com relação ao PIB, a previsão do mercado segue estável, praticamente com os mesmos valores: foi de 5,29% a alta esperada há um mês; de 5,28% na semana passada, e a expectativa pro PIB divulgada hoje pro final desse ano é de 5,27% no crescimento da economia.

Dólar segue na previsão de R$ 5,10, o mesmo câmbio da semana passada. A taxa Selic, a expectativa é que chegue ao final desse ano em 7,50%, da mesma maneira que o mercado previu há uma semana.

 

2022

Pro IPCA, a previsão é chegar ao final de 2022 com alta de 3,93% (contra 3,90% na semana passada) e a expectativa é que o PIB seja de aumento de 2% (semana passada foi de 2,04%). Dólar e os demais indicadores também seguem na mesma previsão para o próximo ano.

 

Dólar x crise política

Uma coisa que reforça a expectativa de aumento da inflação é o dólar que vem subindo bastante nos últimos dias (passando de R$ 5,40 nesta segunda-feira), devido à crise política e institucional, deixando a aprovação das reformas sacrificadas por conta desses climas político e de antecipação das eleições 2022. Uma vez que o dólar sobe, a inflação fica diretamente impactada, sem contar no aumento em contas de luz, alimentos e combustível.

 

16 de agosto de 2021

O Boletim Focus desta semana traz uma nova perspectiva de alta pro IPCA (inflação oficial), que deve chegar a 7,05% no final deste ano. Como o acumulado da inflação dos últimos 12 meses está em 8,99%, dado divulgado na semana passada, o mercado que antes acreditava em uma queda mais significativa pro IPCA, agora acredita que essa queda será menor.

O PIB deverá ser de 5,28% no final do ano, sem muitas mudanças com relação às últimas previsões. Quanto ao dólar, o mercado continua acreditando em R$ 5,10.

A expectativa da taxa Selic pro final desse ano subiu pra 7,50%, um aumento significativo se comparado há um mês (que era de 6,75%). Essa alta da Selic tem sentido, pois ela vem pra conter a alta da inflação, e também acaba refletindo no dólar. Por isso que a gente não tem visto o dólar subir tanto. Mesmo com a piora na percepção do PIB, a alta da inflação e a alta Selic, provavelmente haverá uma maior entrada de capital estrangeiro no país, segurando o câmbio em R$ 5,10.

Próximos anos

Outra coisa a ser destacada é que o mercado prevê, pro final de 2022, a Selic no mesmo patamar do final desse ano (7,50%), mas pro final de 2023 e 2024, deverá cair pra 6,5%.

Pro final de 2022, a expectativa de inflação é de quase 4%. O mercado acreditava em 3,75% há um mês e agora está em 3,90%. E já está subindo também a previsão pros próximos anos, dentro do centro da meta, pra 3,25% em 2023 e 3% em 2024. Isso mostra que a política econômica do governo deverá ter mais dificuldade de controlar essa inflação no ano que vem, que pode vir refletido em aumentos adicionais da taxa Selic. A Selic pode terminar o ano em 7,50%, subir um pouco mais no próximo ano, e descer no final do ano que vem. Não sabemos com certeza se isso vai acontecer, mas temos motivos pra acreditar que pode acontecer.

 

09 de agosto de 2021

A alta da Selic, definida pelo Copom no último dia 04 de agosto, já foi refletida no relatório do Boletim Focus desta semana. Entre as medianas, há um ligeiro avanço na previsão da inflação (IPCA), o que continua preocupando o mercado. O IPCA que deve chegar ao final desse ano a 6,88%; ante 6,79% previsto na semana passada e 6,11%, há um mês. Pro final de 2022, a expectativa do IPCA também subiu de 3,81% pra 3,84%, um pequeno avanço. Nos demais anos (2023 e 2024), a previsão está alinhada com o centro da meta da inflação.

O PIB (Produto Interno Bruto) continua com uma expectativa de crescimento de 5,3%, pra esse ano; mas pro próximo ano caiu de 2,10% pra 2,05%.

Dólar

O dólar continua com a expectativa de R$ 5,10 pro final de 2021, registrando queda, se levarmos em consideração que hoje o dólar bateu em R$ 5,29. Essa previsão, vista com desconfiança por parte do mercado brasileiro, pode vir a ser confirmada, e a explicação é de que, com a instabilidade política e econômica do país, e a inflação difícil de ser controlada, a previsão é de que a taxa Selic siga subindo pra conter a inflação: a expectativa é que a Selic chegue ao fim do ano a 7,25%. Quanto mais o governo sobe a Selic, passa a ficar mais interessante pro investidor estrangeiro investir em renda fixa no Brasil. Ou seja, com mais dinheiro estrangeiro no Brasil, mais valorização do real ante o dólar.

 

02 de agosto de 2021

O Boletim Focus desta semana mostra que a inflação veio “pesada”, se consolidando como o dado que mais descolou das expectativas anteriores. O mercado acredita que o IPCA, que é a inflação oficial, chegará ao final deste ano em 6,79%; na semana passada essa previsão foi de 6,56%, e há um mês, 6%. Ou seja, o mercado vinha um pouco mais otimista e agora está olhando de maneira mais realista, pois o IPCA acumulado está, atualmente, em mais de 8%. Pro final de 2022, a expectativa do IPCA apresentou pequena alteração, de 3,80% pra 3,81%.

Pra ficar de olho

Segundo informou o presidente da República para apoiadores, a onda de frio intenso dos últimos dias e as geadas comprometendo plantações poderão pressionar os agricultores, levando ao aumento dos preços dos alimentos e à alta da inflação, além da crise hídrica que tem gerado aumentos na conta de luz.

PIB e dólar

O PIB traz uma previsão de 5,30% no crescimento da economia no final deste ano de 2021; no mês passado a expectativa era de 5,29%. Em 2022, o PIB cresce 2,10%; e em 2023 e 2024, 2,50%. A previsão do dólar subiu de R$ 5,09 pra R$ 5,10 no final de 2021; há um mês o mercado acreditava que o dólar chegaria ao final de 2021 a R$ 5,04. Não é uma mudança significativa. Em 2022, a previsão é o dólar chegar a R$ 5,20; e a R$ 5,00 pro final de 2023 e 2024. Mas com as Eleições Presidenciais do ano que vem, tudo pode mudar.

Taxa Selic e investimentos

A taxa Selic mantém a previsão de 7% para terminar o ano. A reunião do Copom, que começa amanhã e vai até quarta-feira, deve jogar a taxa de juros para 5,25%. Atualmente a Selic está em 4,25%. No ano que vem, o mercado acredita que ficará nos 7%, e só deverá reduzir no final de 2023 e 2024. O grande indicativo, com a reunião dessa semana, é o aumento da Selic pra segurar a inflação. A maioria do mercado acredita nesse acréscimo de um ponto. Entre os investimentos que devem se valorizar com a alta da Selic, em renda fixa, estão todos os investimentos pós-fixados.

 

26 de julho de 2021

O Boletim Focus desta segunda-feira trouxe algumas alterações relevantes, começando pela inflação: existe uma expectativa de alta do IPCA, terminando o ano de 2021 em 6,56% (na semana passada, a previsão era de 6,31%; e há um mês, 5,97%). O que isso quer dizer? Que a inflação tem se mostrado cada vez mais resiliente e difícil de ser superada, pois o Boletim Focus vem mostrando, semana a semana, aumentos expressivos e consecutivos do IPCA.

O PIB também veio com uma pequena elevação: na semana passada, o mercado acreditava que o PIB chegaria ao fim do ano em 5,27%, e esta semana a previsão está em 5,29%. Isso é positivo e interessante, pois é o crescimento da economia.

Com relação ao câmbio, o mercado acredita que o câmbio (o dólar) chegará ao final desse ano a R$ 5,09

Taxa Selic

A principal mudança foi a taxa Selic, pois como a inflação está se mostrando difícil de ser combatida, o mercado está esperando uma Selic, que é a nossa taxa básica de juros, em 7% no final desse ano. Na semana passada era 6,75%; há um mês era 6,5%. É interessante a gente olhar que para o final de 2022, se mantém em 7%. Ou seja, o mercado acredita que esse ano vale jogar a Selic lá para cima para segurar a inflação, e a previsão é manter a Selic com esse mesmo percentual para o final do ano que vem (7%). No final de 2023 e no final de 2024, a Selic volta para 6,5%. Esse movimento é para que haja um forte impacto, um choque de realidade, para que a inflação caia.

Previsão para os próximos anos

Por isso que, para 2022, a expectativa para o IPCA é de 3,80%; para 2023, 3,25%; e para 2024, 3%. Acredita-se que a inflação vai cair e a Selic vai subir, para provocar essa queda na inflação. O dólar, no final do ano que vem, deve permanecer em R$ 5,20; em 2023 e 2024, a expectativa do mercado será o dólar a R$ 5,00. Esse aumento da Selic deve provocar mais entrada de capital estrangeiro e isso também ajuda a controlar o dólar, além da redução da inflação que também ajuda a controlar o dólar.

 

19 de julho de 2021

Na mediana prevista pelo Boletim Focus desta semana, o IPCA, que é o índice oficial que mede a inflação, deve terminar o ano em 6,31%, o que é menos que os mais de 8% que temos hoje. No entanto, há um mês, o mercado previu que esse índice estaria em 5,9%. A inflação se mostra cada vez mais resistente, difícil de ser combatida, e deve terminar o ano não tão baixa quanto a gente esperava. Porém, para os próximos anos, as previsões para o IPCA seguem mais ou menos nos mesmos patamares há mais de um mês: 3,75% para o final de 2022; 3,25% no final de 2023; e 3,06% para o final de 2024

O PIB veio 5,27%, na semana passada estava na previsão de 5,26%. Como é a expectativa do crescimento da economia do Brasil? Quanto maior o PIB, melhor. Esse valor é um pouco acima do que a gente tinha há um mês, que era uma previsão de 5% de crescimento da economia. Isso já ajuda a recuperar o tombo que tivemos no ano passado, com a pandemia do coronavírus. 

Já o dólar, continua a R$ 5,05, como estava há uma semana, e um pouco abaixo dos R$ 5,10 que a gente tinha há um mês. Para os próximos anos, o dólar a R$ 5,20 em 2022; e R$ 5,00 em 2023 e 2024. Ou seja, o dólar deve ficar entre R$ 5,05/ R$ 5,10/ R$ 5,20 no final do ano que vem. Hoje o dólar passou de R$ 5,20, por conta da aversão global ao risco motivado pela nova variante do coronavírus. Vale lembrar que quando o dólar cai, bem perto de R$ 5,00, a gente tem oportunidade de comprar títulos dolarizados.

Taxa Selic mais forte

A taxa Selic, que é a nossa taxa básica de juros, veio com a expectativa para o final do ano em 6,75%; há um mês a expectativa era 6,50% e vinha nesse patamar, mas nesse último mês o mercado acredita que precisaremos de uma Selic maior e mais forte, por causa da inflação que está lá em cima (IPCA). O mercado acredita que o Copom deverá apertar um pouco mais do que imaginava antes. Para o final de 2022, a expectativa do mercado é 7%; 2023, 6,5%; e 2024, 6,5% na taxa Selic.

Isso significa que, para quem tem investimentos em renda fixa, pagando muito, a 100% do CDI e ainda paga imposto de renda, está perdendo para a inflação. Trata-se ainda de um cenário ruim para renda fixa, hoje, porque a inflação está muito alta. Para os próximos anos, a expectativa é que isso se inverta um pouco, com menor inflação e uma taxa de juros mais altas.

 

12 de julho de 2021

O Boletim Focus desta semana traz mudanças em alguns indicadores econômicos, como por exemplo a expectativa de inflação, que na semana passada era de 6,07% para o final desse ano e agora já mudou para 6,11%. Isso mostra que a inflação vem aumentando, semana a semana, e tem-se uma expectativa dela maior. Porém, vale lembrar que ela vai terminar menor do que está agora, pois o acumulado dela (dos últimos 12 meses) está em 8,35%. Então, esse é um valor ainda abaixo do que a gente tem atualmente e a ideia é que a inflação diminua nos próximos meses. Pro ano de 2022, a expectativa da inflação caiu de 3,77% para 3,75%; para 2023, está 3,35%; e para 2024, o mercado coloca a inflação em 3,16% (era 3,25%).

Em relação ao PIB, houve um crescimento na expectativa da evolução da economia brasileira. Era de 5,18% o crescimento da economia na semana passada, e a expectativa agora é de 5,26%. Para 2022, permanece em 2,10%; 2023 e 2024, vai a 2,5%.

E o dólar, hein?

O dólar, na semana passada a expectativa era de 5,04 no final do ano, e agora o dólar deve terminar o ano em 5,05. Então, ele não deve oscilar muito e a expectativa do mercado é que ele caia até o fim do ano. Para o final de 2022, a expectativa do mercado para o dólar é de 5,22; 2023 e 2024, ambos a 5,00.

Com relação à taxa Selic, houve mudança: o mercado subiu a expectativa para o final do ano de 5,5% para 5,63%. Para 2022, na semana passada, o mercado previu uma elevação de 6,5% para 6,75%; e essa semana, novamente, o mercado projeta uma elevação na Selic, acreditando que ela chegará ao final de 2022 em 7%. Para 2023, ela volta para 6,5%; e para 2024, também: 6,5%.

A explicação possível para isso é que provavelmente o governo não esteja muito preocupado com o controle da inflação, deixando ela correr um pouco mais (vide elevação da bandeira tarifária) e deixar a população pagar um pouco dessa conta. Quando aumentam os preços, o governo arrecada mais imposto. Essa turbinada nas contas públicas rendeu, só nesse ano, 40 bilhões a mais, por conta da inflação. É de interesse do governo que a inflação ajude a equilibrar as contas, sobretudo porque não há um cenário de superinflação no país. É interessante entender isso: a inflação é ruim pra gente, mas não é tão ruim para os governos.

 

05 de julho de 2021

O Boletim Focus desta semana trouxe expectativas um pouco diferentes do que o mercado já esperava. Entre os indicadores da economia que eu destaco hoje está o IPCA, que é o índice oficial de inflação do Brasil. Na semana passada tinha a expectativa de que terminasse o ano em 5,97% e agora a previsão é de que termine em 6,07%, uma variação pouco significativa.

Alta da energia elétrica 

O que isso mostra, Mira? Que o mercado já havia colocado em suas expectativas as questões da crise hídrica e estava precificando toda a alta da energia elétrica, com o aumento de bandeira tarifária anunciado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na semana passada. Como sabemos, esse aumento está relacionado ao uso das termelétricas, principalmente porque os reservatórios estão muito baixos e a produção hidroelétrica não vai suprir as nossas necessidades. O uso das termelétricas vai impactar no preço da energia, que, por sua vez, impactará diretamente na inflação! A energia elétrica está presente na cadeia de todos os produtos e afeta a inflação de maneira geral.

Houve aumento no PIB, que é o crescimento do país, que estava em 5,05% e agora a expectativa é que suba 5,18% esse ano. Foi o indicador que mais aumentou; um valor bem interessante. Depois do PIB, identificamos que houve uma queda na expectativa do dólar, e isso é importante

Dólar

Há algumas semanas, a expectativa era de 1 dólar = R$ 5,10; um mês atrás era 1 dólar = R$ 5,30; e hoje a expectativa caiu para 1 dólar = R$ 5,04. Isso indica que o mercado acredita que no final do ano, o dólar estará na faixa de R$ 5,00. O dólar já caiu bastante, não dá pra acreditar que ele vai cair muito mais, principalmente por causa dos riscos políticos que sempre rondam a nossa economia. Se ficar esperando o melhor momento de compra de dólar ou de investimento diretamente no exterior, vale pensar que o melhor momento vai ser sempre agora.

O mercado projeta, no boletim de hoje, a Selic para o final de 2022 em 6,75%, apertando um pouco mais. Mas em 2023, reduziria para 6,50%, e em 2024 também: 6,50%. Eu acho bem possível acontecer, pois ano que vem é ano de eleições federais e a única certeza que a gente tem é que vai ter volatilidade

Projeções para 2022

Aproveitando a projeção pro ano que vem, a expectativa é de que a inflação caia de 3,78% a 3,77%; e o dólar se mantém em R$ 5,20 pro final do ano que vem. A expectativa do IGP-M estava em 19,12% e agora a expectativa é que termine o ano em 18,33%. Todo mundo que é impactado pelo IGP-M terá uma redução em seus retornos, principalmente no ano que vem, pois a expectativa pro final do ano de 2022 é de 4,55%.

 

28 de junho de 2021

Nesta semana, o mercado projetou o IPCA (que nada mais é do que a inflação) pro fim do ano pra 5,97%, o que é um pouco a mais do que a previsão anterior. No entanto, alguns economistas acreditam que isso pode não acontecer, porque hoje o IPCA está em 8% e não tem feito movimento de queda. E cair mais de dois pontos percentuais até o fim do ano é uma grande queda!

Por outro lado, o mercado também manteve a expectativa da Taxa Selic pro fim do ano em 6,5%. E mais: pode ter um novo aumento em julho, de 0,75%, e de um ponto percentual em agosto. Portanto, como hoje ela está em 4,25%, a expectativa é que, em agosto, chegue a 6% ao ano.

Por fim, esta semana também começa com uma projeção um pouco maior de aumento do PIB até o fim do ano. Na semana passada, era de 5%; nesta, teve um aumento de 0,05 ponto percentual. Apesar de pequena essa diferença, é um bom sinal! Afinal, se o PIB cresce, é sinal que a economia também está crescendo.

 

21 de junho de 2021

A aceleração da vacina em alguns estados do Brasil, além da possibilidade de prolongar o auxílio emergencial até o fim do ano, deixou o mercado de bom humor nessa segunda-feira. E, quando o mercado fica otimista, as projeções ficam melhores também (mas lembre-se, são projeções, e podem mudar a qualquer momento!).

Por causa disso, a expectativa de inflação pro fim do ano subiu pra 5,90, puxada pela expectativa de aumento do consumo. Então, depois de subir a Taxa Selic na semana passada pra 4,25% ao ano, o Copom também elevou a projeção: agora, é de que chegue a 6,5% no fim do ano. Neste post, você pode entender melhor o que esses aumentos de Taxa Selic significam pros seus investimentos, suas dívidas e pra economia do país! No entanto, pra 2022, a expectativa é de da inflação em 3,78.

Também melhorou a expectativa sobre o dólar. O mercado acredita que ele possa chegar a R$ 5,10 até o fim do ano, o que pode indicar um alívio na pressão que o real enfrenta por estar tão desvalorizado. Assim, também pode ser que a inflação diminua.

Projeções para 2022

E, pra fechar esse giro de expectativas do mercado, também se espera que o PIB aumente em 5% em 2022, o que é um belo número! Mas, vale lembrar, é uma recuperação da queda que teve por conta da crise. No contexto mundial, vários países já começaram um ciclo de recuperação econômica e isso puxa o nosso PIB – e a Bolsa – pra cima. Mas não existe milagre: o Brasil precisa fazer a lição de casa no combate à pandemia.

 

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